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Doenças Reumáticas

A Colunex®, empresa exportadora 100% portuguesa, concebe e desenvolve produtos, os quais, quer sob o aspecto profilático, quer terapêutico, inserem-se no contexto das doenças reumáticas. Milhares de pessoas em Portugal sofrem de doenças reumáticas, pelo que consideramos este tema, abordado de forma simples e clara, de grande interesse.

Os conteúdos a apresentar têm como fonte o livro “Doenças Reumáticas - Todas as respostas” publicado pela revista Saúde e Bem-Estar com o apoio técnico-científico da Colunex® e assentam-se no papel educativo da empresa que se tornou uma obrigação social e impeliu a mesma a promover acções de esclarecimento sobre temas de interesse na área da saúde.


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Artrite : Quando as articulações se inflamam

O que é a artrite?

A artrite é a inflamação de uma ou de várias articulações, como mecanismo de defesa dos tecidos, que as formam perante qualquer tipo de agressão. A resposta inflamatória é complicada e comporta uma série de reacções em cadeia, cuja componente mais importante é o aumento de irrigação sanguínea a qual permite a confluência de células de sangue – glóbulos brancos ou leucócitos – encarregues de neutralizar os agentes agressores e de retirar os restos dos tecidos lesados.
O objectivo final desta resposta inflamatória é a reparação do dano sofrido pela articulação, quer seja mediante a proliferação de células iguais à do tecido lesado – cura completa – quer pela substituição das células lesadas por outras células reparadoras, que deixam uma cicatriz como sequela.


Quais são os sintomas da artrite?

A articulação inflamada apresenta os seguintes sintomas : vermelhidão da pele que reveste a articulação afectada; calor ou aumento da temperatura local, evidente ao simples toque; inchaço da articulação; dor de tipo inflamatório, isto é, em geral intensa, que persiste em repouso, de predominância nocturna e que aumenta com a mobilização da articulação; impotência funcional ou incapacidade da articulação para desempenhar correctamente a função que lhe é própria, o que dá lugar a uma diminuição da mobilidade articular, quer devido à dor tão intensa que a mobilização produz, quer devido à destruição das estruturas articulares – cartilagem e extremidades ósseas – provocada pelo processo inflamatório.


A que são devidos a vermelhidão e o calor locais?

Quando um agente lesivo actua sobre um tecido, provoca a libertação local de determinadas substâncias, as quais produzem um aumento da espessura das arteríolas dessa zona; o resultado é um maior fornecimento de sangue ao território afectado, bem como um abrandamento da circulação, o que dá lugar ao aumento da temperatura e a mudança da cor da pela da articulação lesada.


A que se deve o inchaço articular?

O inchaço é devido ao aumento da permeabilidade vascular – da parede das arterias - , que permite a passagem de liquido e de proteínas para o espaço que rodeia as artérias.


Quais são as causas da artrite?

Artrites Inflamatórias – As suas causas não são bem conhecidas. Sob esta denominação engloba-se um conjunto de afecções bem diferentes nos seus aspectos típicos, mas que têm em comum afectarem as articulações, serem de tipo inflamatório não supurativo – isto é, que não se formam pus no interior das lesões – e fazerem-se acompanhar de manifestações gerais de intensidade variável, como febre. As mais frequentes são o reumatismo articular agudo – ou febre reumática – e as artrites crónicas evolutivas – artrite reumatóide, espondilite anquilosante, artrite psoriásica e artrite associada a doenças do colagénio, como o lúpus eritematoso sistémico, a dermatomiosite, a esclerodermia, etc.
Artrites Infecciosas – São causadas por infecções provocadas por bactérias, vírus, fungos ou parasitas, nas quais o agente microbiano ou parasitário se instala no interior da articulação , podendo formar abcessos. São artrites tuberculosas, brucelares, estafilocócicas, gonocócicas, etc.
Artrites metabólicas ou microcristalinas – a sua causa tem a ver com alterações metabólicas conhecidas. São exemplos a gota, a condrocalcinose, etc.
Existem, por último, outras artrites, como as artrites nervosas, provocadas por doenças do sistema nervoso – sífilis, siringomielia - , artrite da hemofilia, etc.


Como pode apresentar-se uma artrite?

Sob dois aspectos diferentes: artrite aguda e a artrite crónica.
A artrite aguda é aquela que começa de forma brusca, apresenta sintomas e sinais clínicos intensos, mantém-se durante um curto período e, em geral, desaparece sem deixar marcas. São deste tipo as artrites por microcristais, as devidas a imunocomplexos e algumas artrites infecciosas, embora estas últimas possam deixar sequelas, se não se iniciar precocemente o tratamento adequado.
A artrite crónica surge de forma lenta, mantendo-se durante um prolongado período de tempo e podendo provocar alterações na estrutura da articulação. O aumento da temperatura local é menor – pode não haver vermelhidão da pele – e a dor é menos intensa, pelo que é frequente a pessoa afectada não saber precisar quando começaram os sintomas. É habitual o aparecimento de sequelas como consequência da perpetuação no tempo da inflamação.
Na artrite crónica, produz-se uma resposta especifica do sistema imunológico contra o agente agressor, ao contrario daquilo que ocorre na artrite aguda, onde a resposta é inespecífica face às agressões, isto é, os mecanismos de defesa são sempre iguais, independentemente do agente patológico.


O que é a febre reumática?

É uma doença inflamatória aguda, que pode afectar diversos órgãos, com tendência para reaparecer apos um período de cura completa. Esta relacionada com uma infeccao faríngea por um grupo especifico de baterias: os estreptococos beta-hemoliticos do grupo A. Afecta por igual ambos os sexos e pode aparecer em qualquer idade, embora o seu aparecimento mais comum seja entre os 5 e os 15 anos.
A febre reumática pode surgir cerca de três semanas apos um episodio de amigalite ou faringite; os seus sintomas podem ser agudos ou tão leves que passam despecebidos.


Que sintomas produz?

Pode produzir, por ordem de frequência, febre, que aparece quase sempre, embora de intensidade muito variável – febrícula nas crianças e febre de 38 ou 39 graus C nos jovens; Artrite, em 75% dos primeiros ataques; Cardite ou inflamação cardíaca em 50 a 75% dos casos, podendo afectar as três camadas do coração – endocárdio, miocárdio, pericárdio; Coreia – movimentos muscullares descoordenados e involuntários, tiques faciais, debilidade muscular, instabilidade emocional – que se apresenta em 15 % dos casos e que pode constituir uma manifestação tardia; Eritema ou vermelhidão da pele, localizado nas costas, braços, pernas e nódulos subcutâneos, que aparece em menos de 10% dos casos, não produzindo incómodos – ocasionalmente, causa um leve ardor.


Como é a artrite resultante da febre reumática?

É uma artrite de começo brusco, que produz dor de intensidade progressiva, a qual alcança o pico máximo entre as 12 e as 24 horas subsequentes ao seu aparecimento, provocando grande impotência funcional. A duração de cada episodio de artrite pode ser de 6 a 10 dias. AS articulações mais frequentemente afectadas são os joelhos, as ancas, os ombros, os cotovelos e os pulsos.


Quais são os sintomas da afecção cardíaca?

A cardite provocada pela febre reumática pode manifestar-se pelo aparecimento ode taquicardia desproporcionada, que persiste durante o sono; por sopros de aparecimento precoce, sobretudo a nível da válvula mitral; ou por dor precordial e atrito pericárdico detectável à auscultação.


O que é a artrite reumatóide?

A artrite reumatóide é uma doença auto-imune, isto é, causada por uma alteração do sistema imunológico, de tal forma que as defesas se voltam contra o próprio organismo. Manifesta-se, fundamentalmente, por inflamação das articulações, com uma clara tendência para afectar simetricamente pequenas articulações das mãos e dos pés, de forma crónica.


Quais são as suas causa?

Desconhece-se a origem desta doença; apenas se sabe que conduz à deterioração crónica das articulações. Pensa-se que a artrite reumatóide tem uma origem multifactorial, isto é, que influenciam na sua aparição factores genéticos, ambientais e imunológicos.


Quais são os seus principais sintomas?

A artrite reumatóide produz dores nas articulações – que persistem, inclusive durante o repouso -, inchaço, sensação de rigidez, limitação da mobilidade e deformação. A rigidez articular, depois da inactividade, é muito frequente. Estes sintomas são sentidos especialmente de manhã, ao levantar, e desaparecem ao fim de algum tempo – por vezes, várias horas - , com a exclusão das tarefas habituais.


Que articulações são afectadas com maior frequência?

Na forma mais comum, são afectados os pulsos, as mãos e os pés. Noutros casos, a artrite reumatóide pode começar pelos ombros, joelhos ou qualquer outra articulação. Por vezes, pode afectar uma única articulação, durante muito tempo.


Que outras estruturas podem ser afectadas?

A artrite reumatóide é uma doença generalizada que pode afectar diferentes órgãos e sistemas – pele, aparelho respiratório, coração, sistema nervoso, olhos, etc. Frequentemente, produz manifestações gerais, tais como: febre, perda de peso, cansaço, mal estar geral, as quais podem, inclusivamente, preceder a manifestações articulares.


É uma doença hereditária?

Não se pode afirmar que o seja. Não obstante, pode dizer-se que existe uma certa predisposição familiar para sofrer de artrite reumatóide.


O clima pode influenciar o seu desenvolvimento?

A frequência desta doença é a mesma em todas as latitudes. Não obstante, sabe-se que as alterações climáticas e as temperaturas próprias de regiões húmidas e frias podem aumentar as dores destes doentes.


Qual é a frequência da artrite reumatóide?

Actualmente, sabe-se que aproximadamente uma em cada 100 pessoas sofrerá desta doença, sendo mais frequente na mulher. Por cada homem afectado, existem três mulheres que sofrem de artrite reumatóide.


É característica de alguma faixa etária?

Pode começar em qualquer idade, embora a sua incidência seja mais elevada entre os 40 e os 50 anos.


As doentes com artrite reumatóide devem evitar a gravidez?

Durante a gravidez, devido a mecanismos actualmente ainda desconhecidos, observa-se uma clara melhoria da doença, logo a partir do primeiro trimestre, melhoria que se torna muito mais evidente no terceiro; por vezes estas doentes deixam mesmo de ter sintomas. Depois do parto, produz-se uma recaída brusca, num prazo de tempo que oscila entre alguns dias e vários meses.
Também é frequente que a doença se inicie pouco tempo depois de um parto. Em qualquer caso, será sempre conveniente uma correcta planificação familiar, já que os cuidados com o recém-nascido implicam uma importante sobrecarga articular.


As mulheres com artrite reumatóide podem tomar contraceptivos orais?

Alguns estudos demonstram que o uso de contraceptivos orais diminui a incidência de artrite reumatóide. Independentemente disso, estas doentes poderão usá-los, observando as mesmas indicações que as mulheres saudáveis e submetendo-se a controlos idênticos.


Deve limitar-se a actividade sexual?

Não existe razão para limitá-la, embora seja evidente que, nalguns casos, ocorre uma limitação espontânea, devida à dor articular e a fadiga muscular.


O que é mais conveniente : o repouso ou o exercício?

Geralmente, o repouso completo na cama não é necessário nem eficaz, salvo em fases muito concretas, nas quais se produza uma grave exacerbação da doença. Pode ser suficiente aumentar o numero de horas de descanso nocturno e intercalar algum tempo de repouso durante o dia.
Deve realizar-se exercício com moderação, o suficiente para manter a musculatura em forma, sem chegar a provocar dor.


Como evolui esta doença?

A artrite reumatóide é uma doença crónica, isto é, que se prolonga no tempo, podendo durar meses, anos ou toda a vida. Pode evoluir em forma de surtos, de duração e intensidade variáveis, separados por períodos em que as dores são mais suportáveis e, inclusivamente, por outros nos quais o doente pode encontrar-se francamente bem. O mais habitual é que os surtos deixem alguma lesão permanente nas articulações, embora, outras vezes, a recuperação possa ser total.


Qual é o prognóstico da artrite reumatóide?

Não é possível estabelecer “a priori” um prognóstico. Em geral, admite-se que o prognóstico será melhor nos casos que tiveram um começo agudo, mas que receberam tratamento correcto, forma precoce. Considerando os dados de diversos estudos estatísticos, pode estabelecer-se que 10% dos doentes sofrerão um grau de incapacidade total, 10% terão uma remissão quase completa, 25% ficarão com limitações importantes e os restantes manterão um grau moderado de limitação, podendo realizar as suas tarefas habituais, embora com dificuldade. Não obstante, nas formas mais graves da doenças, os pacientes apresentam um índice de sobrevivência inferior ao da população em geral.


Existem possibilidades de cura?

A artrite reumatóide não tem tratamento curativo, mas existem diversos medicamentos que juntamente com uma serie de medidas relacionadas com o bom uso das articulações, podem fazer com que o doente leve uma vida normal, durante a maior parte do tempo da evolução da sua doença.


O que é a espondilite anquilosante?

É uma doença reumática crónica e inflamatória, que afecta, principalmente, a coluna vertebral e, com menor frequência, as articulações perfiéricas e as partes moles; tem tendência a provocar fibrose e, em ultima análise, anquilose, isto é, a fusão do ossos de uma dada articulação provocando a abolição do movimento da mesma. Desconhecem-se as causas que a produzem, mas constatou-se que afecta nove vezes mais o homem do que a mulher. Geralmente, começa a manifestar-se a partir da segunda década de vida.


Quais são os seus sintomas?

A doença provoca dores na parte interior da coluna e em ambas as nádegas, juntamente com rigidez matinal, que melhora com o exercício. É essencial o seu diagnóstico precoce, com o fim de evitar as graves deformações e as anquiloses ósseas.


Qual é a sua frequência?

Actualmente, sabe-se que afecta cerca de 0,5 a 1% da população de raça branca e parece ser mais rara entre a população de raças negra ou oriental. Embora não seja hereditária, afecta com maior frequência pessoas com antecedentes familiares.


A alimentação, a vida activa e certos hábitos como o tabaco, influenciam o seu aparecimento?

O tipo de alimentação, pelo que se conhece actualmente da doença, não influencia o seu aparecimento nem a sua evolução. Quanto à vida activa, é um factor positivo, por quanto impede o aparecimento de deformações e anquiloses ósseas. O hábito tabágico é prejudicial, já que a espondilite anquilosante produz limitação da mobilidade da coluna dorsal e das costelas, diminuindo a capacidade ventilatóeia pulmonar, a qual pode ver-se agravada com o tabaco.


Quais são os primeiros sintomas que produz?

Em primeiro lugar, produz dores numa ou em ambas as nádegas e na coluna lombar, dores estas que aparecem com o repouso nocturno, quase sempre de madrugada, e melhoram após o exercício; faz-se acompanhar de rigidez lombar, de predomínio matinal. Estas dores são de começo lento e progressivo, sem que exista uma causa desencadeante clara. Em segundo lugar, surgem artrites numa ou em várias articulações periféricas, de forma assimétrica, sobretudo nos membros inferiores. E, por último, aparecem dores nos calcanhares, com inflamação da sua face posterior ou inferior.


Afecta apenas o aparelho locomotor?

Em 25% dos casos, também afecta certas estruturas do olho, em forma de inflamação da íris. Nos doentes em que a doença evolui desde há muitos anos, pode afectar a válvula aórtica do coração. A afecção dos pulmões e do sistema nervoso é, também, possível, mas muito mais rara.


É importante o diagnóstico precoce?

Evidentemente, já que isso permite instaurar o tratamento, que será tanto mais eficaz quanto mais cedo for iniciado. Desta maneira, evitar-se-á o aparecimento de deformidades e outras limitações.


Qual é a evolução da espondilite anquilosante?

A doença inicia-se de forma lenta e progressiva. Mais tarde, tem lugar fases agudas, intercaladas com períodos de inactividade ou remissão.


Qual é o prognóstico?

Nós últimos anos, a sorte destes doentes mudou enormemente. A presença do reumatologista melhorou significativamente o seu prognostico, dado que, este especialista sabe, exactamente, qual o tratamento mais correcto que deve instaurar, em cada momento.


Pode curar-se?

Infelizmente, não se conhece ainda a causa que a produz; portanto, o tratamento não pode ser curativo. Não obstante, conhece-se a forma de controlar e inactivar a doença, com o que se melhora enormemente a qualidade de vida destes doentes, prevenindo-se incapacidades funcionais, que seriam de carácter irreversível.


Em que se baseia o tratamento?

Na utilização de medicamentos e, sobretudo, na aplicação de uma série de medidas de reabilitação, destinadas a fortalecer os músculos da coluna vertebral e a evitar a rigidez articular e as anquiloses ósseas.


O que é o lúpus eritematoso sistémico?

É, como a artrite reumatóide, uma doença auto imune, com manifestações clínicas muito diversas, dado que pode afecta múltiplos órgãos e sistemas: articulações, pele, rins, sistema nervoso, etc.


Porque se chama “Lúpus”?

O termo “lúpus” – “lobo”, em latim – aplicou-se, inicialmente às lesões que se produziam na pele da face e que lembravam as mordeduras daquele animal. Estas lesões podem aparecer no chamado “lúpus discóide”, um tipo de lúpus circunscrito à pele e que se caracteriza pela sua aparência arredondada ou em forma de disco. Posteriormente, aplicou-se o termo “sistémico” ou “disseminado”, ao descobrir-se a diversidade de manifestações clínicas da doença, bem como para diferenciar esta forma sistémica de lúpus discoide.


É um doença frequente?

A incidência aproximada do lúpus eritematoso sistémico é 1 caso por casa 2 000 habitantes.


Quais são as manifestações clínicas?

Por ordem de frequência, encontramos:
- Sintomas gerais : febre, cansaço e perda de peso. Manifestações articulares: inflamação e, mais frequentemente, dores.
- Lesões cutâneas : as mais características são as manchas eritematosas que, quando afectam as macas do rosto e o dorso do nariz, se dominam “eritema em asas de borboleta”
- Doença renal – glomerulonefrite : pode produzir alterações na urina – presença de proteínas, hemácias, etc. – hipertensão arterial ou insuficiência renal.
O lúpus também pode afectar o sistema nervoso, com a aparição de diversas manifestações, tais como alterações da personalidade, convulsões, acidentes cerebrovasculares, neuropatias, etc.
Quanto à afecção do coração e dos pulmões, o mais habitual é a inflamação do pericárdio – pericardite – e da pleura – pleurite.
Embora com menor frequência, também pode ver-se afectados outros órgãos e aparelhos, nomeadamente o tubo digestivo, o fígado, etc.


Conhece-se a causa desta doença?

A causa é desconhecida, mas sabe-se que depende de três factores: um genético, é mais frequente em indivíduos com antecedentes familiares; outro hormonal, afecta mais as mulheres e agrava-se com a utilização de contraceptivos orais, com a gravidez e após o parto; finalmente, um mecanismo desencadeante desconhecido, que se suspeita poderem ser factores ambientais, nutricionais, infecções por vírus, medicamentos e “stress”.


Em que idade pode surgir?

Normalmente, surge entre os 17 e os 35 anos, mas também pode aparecer na infância e em idades mais avançadas.


O sexo e a raça têm alguma influencia?

Sim, é muito mais frequente em mulheres e na raça negra.


A gravidez é contra-indicada?

A fertilidade não se encontra afectada nas mulheres com lúpus e, embora sejam frequentes os abortos e partos prematuros, isso não contra-indica a gravidez, excepto quando existe doença renal activa ou insuficiência renal, que se agravarão. Por isso, é recomendável esperar por um período de inactividade da doença, antes de engravidar.


Pode transmitir-se a doença ao feto?

Existe uma forma de lúpus chamada “neonatal”, porque aparece no recém-nascido, que pode afectar os filhos de mulheres com lúpus eritematoso sistémico e que se caracteriza pelo aparecimento, durante os primeiros 6 meses de vida, de uma ou mais das seguintes manifestações : lesões cutâneas, bloqueio ou interrupção na condução nervosa do coração, alterações no numero de hemácias e de plaquetas e aparecimento de anticorpos. Estas manifestações podem desaparecer entre os 6 e os 12 meses de vida e estas crianças raramente desenvolvem um lúpus eritematoso sistémico, na idade adulta.


Qual é o prognóstico desta doença?

Dada a grande diversidade de manifestações clínicas, o prognóstico varia enormemente de uns doentes para outros. No entanto, quando a doença é diagnosticada, não é possível prognosticar como será o seu curso, já que para isso contribuem em numerosos factores. Pode seguir um processo benigno ou apresentar um curso mais agressivo. As principais causas que pioram o prognostico são as infecções e afecção renal. De um modo geral, o prognostico melhorou bastante nos últimos anos, devido ao diagnostico mais precoce ao melhor tratamento das suas manifestações e complicações.


O que é artrite crónica juvenil?

Trata-se de um tipo de artrite que se inicia antes dos 16 anos, afectado uma ou mais articulações persistindo durante um período mínimo de 6 semanas. Não é um processo único, mas antes um grupo heterogéneo de doenças caracterizadas pela presença de artrite com ou sem outras manifestações, noutros órgãos.
A artrite crónica juvenil é a doença reumática crónica mais frequente na infância, com uma prevalência de 1 caso por casa 2000 crianças aproximadamente.


Em que idade é mais frequente?

A idade de começo é mais variável, com dois picos de maior frequência: o primeiro, entre os 12 meses e o terceiro ano de vida; e o segundo entre os 8 e os 10 anos, É muito rara antes dos 6 meses.


Conhece-se a causa?

Actualmente, não se conhece a causa, nem tão pouco como se desenvolve. Pensa-se que existe uma certa predisposição genética e, em alguns estudos, detectaram-se alterações do sistema imunológico, mas não se sabe se estas são consequências ou causas da doença. Também é possível que as infecções – quem sabe, produzidas por vírus – sejam factores desencadeantes, em crianças com susceptibilidade genética.


Sob que formas se manifesta a artrite crónica juvenil?

Sob três formas, conforme a respectiva evolução ao longo dos 6 primeiros meses da doença.
A mais frequente é a forma oligoarticular, na qual predominam as manifestações articulares, com inflamação de até quatro articulações. Pode ter um inicio muito precoce – antes dos 5 anos -, situação mais frequente nas meninas; ou um começo tardio – por volta dos 9 anos -, mais comum nos rapazes.
Segue-se, em termos de frequência, a forma poliarticular, com manifestações articulares também predominantes, mas com inflamação de cinco ou mais articulações. Nesta forma, pode diferenciar-se um grupo com factor reumatóide positivo e outro com factor reumatóide negativo.
Por último, a menos frequente é a forma em que predominam os sintomas não articulares, principalmente febre e erupções cutâneas características.


Pode a artrite crónica juvenil alterar o crescimento da criança?

Sim, sobretudo nas formas poliarticular e sistémica. A inflamação local numa articulação pode alterá-la, dando lufar a um menor desenvolvimento.


Quais são as formas mais graves?

Do ponto de vista articular, as formas mais graves são as que afectam um maior número de articulações. Nas formas oligoarticulares, de começo precoce, é frequente o aparecimento de uma inflamação ocular crónica, a qual se não for tratada, dará lugar a sérias complicações: glaucoma, cataratas e, inclusive, perda de visão. As formas sistémicas, além de febre e de lesões cutâneas, podem produzir graves afecções cardíacas e pulmonares.


Qual é a evolução da doença?

Na maioria dos caos de começo sistémico, os doentes desenvolvem uma poliartrite que, em 25% dos caso, é severa e persistente após resolução das manifestações extra-articulares. Os sintomas, articulares e não articulares, podem recorrer na idade adulta. Nas formas poliarticulares, a doença pode evoluir com surtos de poliartrites de curso progressivo; e nas oligoarticulares continua a afecção de algumas articulações, embora também possa desenvolver-se uma poliartrite.


Como se diagnostica a artrite crónica juvenil?

Para chegar ao seu diagnóstico, há que excluir previamente outras causas de artrites, tais como infecções, febre reumática, doenças hematológicas, lúpus, etc.



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